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Como ler a cláusula de reajuste de uma cotação

Matéria-prima, frete e câmbio se movem. Uma cotação que diz «preço sujeito a alteração» não é preço, é um ponto de partida sem regras.

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2026-10-29 Atualizado
Observatório de mercado Arquivado em
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  1. O que uma cláusula utilizável contém
  2. De onde vêm as discussões
  3. O gatilho importa mais que o índice
  4. Como tratamos o frete
  5. Uma frase que resolve

Leitura rápida · Observatório de mercado

Conclusão primeiro: uma cláusula de reajuste não é aviso, é fórmula. Se não nomeia data-base, fonte nem gatilho, o preço não é comparável com nada.

Como ler a cláusula de reajuste de uma cotação
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O que uma cláusula utilizável contém

Quatro coisas: qual insumo varia, qual índice publicado ele segue, em que data-base o preço foi calculado e quanto precisa mover para mudar. Faltando uma, o risco volta ao comprador em silêncio.

De onde vêm as discussões

Quase sempre da data-base. Um preço dito num mês e confirmado no seguinte deixa um vão, e quem carrega o vão decide qual mês do índice vale. Escreva a data-base no pedido, não no e-mail.

O gatilho importa mais que o índice

Cláusula que reajusta a cada movimento não é proteção, é renegociação mensal. Um gatilho de poucos por cento absorve o ruído. Pergunte o gatilho antes do índice.

Como tratamos o frete

Frete marítimo é cotado na data de embarque, não na do pedido. Diga isso na cotação e dê ao comprador duas opções: travar com um adicional, ou deixar aberto pela tabela do dia do embarque. As duas são honestas; o silêncio não é.

Uma frase que resolve

«Variações de índice abaixo do gatilho são absorvidas pelo fornecedor; acima, a diferença é repassada com a impressão do índice.» Essa frase elimina a maior parte da discussão.

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